UnB é a única instituição do DF com nota máxima em avaliação do MEC

Universidade recebeu nota 5 no Índice Geral de Cursos; tabelas foram divulgadas nesta segunda. No DF, pasta analisou 55 centros de ensino superior.

Universidade de Brasília (UnB) recebeu nota máxima do Ministério da Educação (MEC) no Índice Geral de Cursos (IGC), relativo ao ano de 2016. Das 55 instituições de ensino superior avaliadas, apenas a UnB recebeu o conceito 5 para os cursos de graduação.

Os resultados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta segunda-feira (27). “O resultado nos coloca em um grupo seleto. Apenas 1,5% das instituições avaliadas receberam nota máxima”, disse a reitora da UnB, Márcia Abrahão, em texto divulgado pela universidade.

“Isso é fruto do esforço contínuo de nossos docentes, estudantes e técnicos”, afirma, ressaltando a importância de que a comunidade continue “trabalhando arduamente para que a UnB cumpra com excelência sua missão institucional e possa ultrapassar inúmeros outros desafios que se apresentarem”.

O Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e a Universidade Católica de Brasília receberam a nota 3. Para o cálculo do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição, o Inep também leva em consideração o conceito obtido no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). As provas de 2017 foram aplicadas no último domingo (26).

Conceito Preliminar de Curso (CPC)

Nesta segunda, o Inep também apresentou os dados do Conceito Preliminar de Curso (CPC). Ao todo, 4.196 cursos foram analisados. Eles pertencem às áreas de saúde e ciências agrárias ou aos eixos tecnológicos em ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança.

Para avaliar a qualidade dos cursos de graduação, o CPC leva em conta quatro critérios: o desempenho dos formandos no Enade; o que a graduação agregou ao aluno; o corpo docente; e a opinião dos alunos sobre o curso (currículo, infraestrutura e atividades fora de sala de aula). As notas variam entre 1 e 5.

As graduações em agronomia, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia e serviço social da UnB foram avaliadas. Dos cursos, 93% deles alcançaram a nota máxima.

No país, somente 1,9% dos cursos superiores avaliados pelo Ministério da Educação (MEC) em 2016 receberam nota máxima.

O coordenador-geral do controle de qualidade do Inep, Renato Santos, explicou que notas baixas não significam necessariamente que o curso é ruim. Ele disse ainda que essas mesmas graduações foram avaliadas pela última vez em 2013.

Os desempenhos melhores foram os das instituições públicas. Entre os fatores que pesaram no resultado está a qualidade dos professores — tanto por causa do regime de trabalho quanto da capacitação dos docentes.

O secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori, disse ser importante verificar como as instituições vão se comportar a partir das notas dadas. Ele afirmou ainda que todos eles, mesmo os que apresentam notas mais baixas, estão em situação regular.

“Dentro do ambiente regulatório, estamos muito acostumados a verificar quem é ruim. Quem é 1 e quem é 2, quem merece uma sanção, quem merece uma visita”, disse.

Sartori declarou ainda que, para ser considerado satisfatório, um curso tem de ter nota a partir de 3. “Os números refletem que há muitos ambientes considerados bons. […] Os indicadores vão ajudar nas decisões regulatórias com intuito de a gente bonificar as instituições [como aumento de vaga e dispensa de visita].”

Por: Letícia Carvalho, G1 – DF