Gasolina a R$ 3,89 atrai motoristas a Taguatinga e Águas Claras

Postos ganham clientes ao vender o combustível a preços mais baixos que em outras regiões do DF

Depois de vários aumentos, que levaram o preço da gasolina a encostar nos R$ 4,50 no ano passado, o combustível acumula queda de 5,2% em 2018. Na semana passada, a Petrobras promoveu quatro reduções seguidas no valor do litro do combustível nas refinarias e, ontem, anunciou novo recuo, de 1,6%, a vigorar a partir de hoje. O preço do diesel registra redução acumulada de 1,99% desde o início do ano, com duas altas e três quedas. Os reajustes consecutivos são resultado da nova política de revisão de preços de acordo com a paridade com o mercado internacional.

Apesar de a metodologia ser utilizada na maioria dos países, no Brasil, a fórmula funciona com muita eficiência na hora de elevar preços, mas o movimento de queda não ocorre na mesma velocidade. De acordo com a petroleira, o preço que o consumidor paga na bomba é composto pela parte da estatal de 29%; 17% de PIS/Cofins e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide); 29% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e 13% da adição de etanol à gasolina. Com isso, a margem para distribuição e revenda é de 12%.

Para os consumidores, o que conta é o preço final, por isso, longas filas se formam a qualquer sinal de promoção. Alguns postos de Águas Claras e Taguatinga oferecem gasolina a R$ 3,89, bem mais baixo que o valor pelo qual o combustível é vendido no plano piloto, que chega a R$ 4,30.

Por:  Simone Kafruni, Anna Russi